terça-feira, 28 de abril de 2009

Completando 80 anos de vida, Pastor ainda exerce seu ministério


Pastor José Guedes dos Santos, o mais antigo obreiro em atividade na denominação batista alagoana, completa 80 anos no próximo sábado, dia 18. A celebração deverá reunir pastores, amigos e ovelhas que ele pastoreou nas três igrejas às quais serviu desde 1962 em Maceió: Igreja Batista do Farol, Igreja Batista Ebenézer e 2ª Igreja Batista do Tabuleiro, onde exerce atualmente o ministério que iniciou há 57 anos. Seu desejo é ver e abraçar a todos, como revela nesta entrevista.
- A celebração de seus 80 anos foge um pouco à regra das tradicionais festas de aniversário. Por que três dias de programação?- A minha família tomou a iniciativa de prestar um culto de ação de graças pelos meus 80 anos; uma vida abençoada, pois eu tenho saúde, lucidez, e conservo a capacidade de fazer o trabalho de Deus. O culto será na 2ª Igreja Batista do Tabuleiro. Isso alegrou muito o coração dos meus irmãos da igreja e o meu também, porque eu tenho uma afeição muito grande àquela igreja. A programação começa no sábado, 18, dia do meu aniversário, com um culto dedicado aos pastores, aos amigos e às famílias, às 20 horas. Prossegue no domingo durante o culto normal da igreja, às 19 horas. Na segunda-feira, uma reunião familiar, com a presença de meus filhos Donaldo (maestro Donaldo Guedes, ministro de música da Igreja Batista da Liberdade, em São Paulo), sua esposa, filhas e genros; Sílvia Nele e Elce Guedes, com seus esposos e filhos.
- Exerce o ministério pastoral há quantos anos e quais as igrejas que pastoreou?- Fui consagrado em 1952. Meu primeiro pastorado foi na Igreja Batista de Santo Antão/PE, por quatro anos. Depois na 1ª Igreja Batista de Jequié/BA, durante seis anos. Em julho de 1962 cheguei a Alagoas para pastorear a Igreja Batista do Farol, onde exerci meu mais longo ministério (36 anos e meio). Em 1999 fui para a Igreja Batista Ebenézer, em Cruz das Almas. Lá, como pastor e membro, fiquei quatro anos. Há cinco anos estou pastoreando a 2ª Igreja Batista do Tabuleiro, no Loteamento D’uville.
- O senhor deve ser o obreiro mais antigo no campo batista alagoano. Como se sente nessa condição privilegiada em longevidade?- Sinto-me feliz e honrado! Sou profundamente grato a Deus por me ter usado durante este tempo para fazer a obra que Ele me confiou. Ele sempre supriu as minhas forças para eu cumprir com a minha missão. Tenho trabalhado ininterruptamente durante esses anos. Só me ausentei no período em que fui enfartado e precisei submeter-me a uma cirurgia de coração. Digo como o apóstolo Paulo: ‘Dou graças Aquele que me teve por fiel’, colocando-me no ministério por um período tão longo. Afastei-me da Igreja Batista do Farol no final de 1998, depois de 36 anos e meio de pastorado em tempo integral, não para pendurar as chuteiras, mas por achar que meu tempo ali havia terminado. Tinha em meu coração o desejo de ajudar pequenas igrejas, o que estou fazendo até hoje. Atualmente exerço o ministério em uma igreja que tem feito tremendo bem à minha vida – e à vida de seus membros, também.

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